[Resenha] A Filha do Reich

1/10/2020


Livro: A Filha do Reich
Autor: Paulo Stucchi
Páginas: 413
Ano: 2019
Comprar: Físico

Olaf Seemann faleceu e agora seu filho Hugo Seemann é obrigado a viajar para a Serra Gaucha preparar o funeral, eles não se falavam a muito tempo, não tinham um bom relacionamento e isso fazia com que Hugo odiasse o pai mesmo depois de morto. Só que ele não contava que ao inciar os preparativos do funeral seu pai deixasse para ele algumas pedidos e várias cartas contando como era sua vida e porque ele se tornou a pessoa que o Hugo conheceu, além disso ainda teve a surpresa de receber a visita de uma jovem, Valesca Proença, que foi lá atrás do Olaf ao receber uma carta endereçada a sua Martha.

"Minha formação católica, herança mais rica que recebi de minha mãe, me impedia de enxergar razão em matar pessoas simplesmente porque eram de origem ou credo diferente do nosso. Na época, eu também não acreditava que o Führer, em sua nobreza, permitisse tal atrocidade."

Quando jovem, Olaf foi um soldado no campo de trabalhos forçados de Plaszow, junto com seu melhor amigo Heinz, ele tinha a ilusão de que o Führer estava fazendo o melhor pela Alemanha até ele ser enviado para Plaszow, quando ele começou a ver a triste realidade daquele povo que era oprimido e foi lá que ele conheceu a jovem Mariele Goldberg, uma prisoneira que o ajudou num acidente. Olaf, quer a todo custo entender o que aconteceu, mas sua aproximação a prisioneira, não é bem visto pelos soldados e ele acabará passando por muita coisa. 

"... - na época, eu ainda pensava estar do lado dos mocinhos."

E é junto com as leituras da carta de Olaf que vamos conhecendo seu passado e entendo as coisas ruins que começam a acontecer ao Hugo e consequentemente a Valesca.
A história é intercalada entre o passado de Olaf contado através das cartas que eles escreveu para o filho e o presente de Hugo, seu dia a dia e suas decisões de fazer ou não os últimos pedidos de seu pai. O autor consegue nos prender durante a leitura com sua escrita fluida, que em vários momentos faz com que a gente se emocione e se apague aos personagens. 

"Aqueles comentários me davam náusea. Eles falavam sobre vida e morte, sobre extermínio, como se conversassem a respeito de uma partida de futebol entre dois times."

Como vocês já sabem, todos os livros que trazem como plano de fundo a Alemanha nazista me fazem chorar e esse não foi diferente, chorei em vários momentos. É um livro que trata de amizade, amor, traição, fé, morte e milagres. O grande diferencial nesse livro é que ele trás o misticismo por trás dos acontecimentos em Plaszow e até que ponto o terceiro Reich irá para manter isso em segredo.
Vale muito a pena essa leitura e confesso que protelei a leitura porque não queria me desapegar dos personagens. 

Sinopse: Ao receber a notícia da morte de seu pai Olaf, um ex-soldado alemão refugiado no Brasil , Hugo Seemann viaja à Serra Gaúcha para cuidar do funeral. Contudo, o que parecia ser uma mera formalidade de despedida a um pai que nunca conhecera de verdade, torna-se uma jornada ao passado e aos horrores da Alemanha nazista. Durante o funeral, Hugo recebe a visita da jovem Valesca Proença, que lhe mostra uma carta enviada por Olaf à sua mãe, contendo estranhas revelações que contradizem tudo o que achavam que sabiam a respeito de seus respectivos pais. Buscando desvendar esses antigos segredos há muito enterrados, eles partem para Colônia, onde descobrirão suas origens e o passado sombrio de Olaf. Uma trama envolvendo amizades, traição, morte, amor e milagres que uma obscura organização surgida na época do Terceiro Reich fará de tudo para manter em segredo, na intenção de encobrir a verdadeira identidade sobre uma criança conhecida somente como... A Filha do Reich.

0 comentários

Obrigada pela sua visita!
Volte Sempre!