[Resenha] Um Caminho para a Liberdade

1/22/2020


Livro: Um Caminho para a Liberdade
Autora: Jojo Moyes
Páginas: 368
Ano: 2019
Comprar: Físico

"Um caminho para liberdade" conta a história de cinco mulheres que lutavam pelos seus direitos e compartilhavam a literatura, elas mostravam que eram tão capaz assim como os homens e não aceitavam nenhuma forma de agressão (física ou psicológica).

"E eis então a pura verdade, para ela e todas as outras mulheres por ali: não importa o quão inteligente você seja, quão esperta, quão independente - pode sempre ser superada por um homem idiota com uma arma."

A história se passa na década de 30, Margery, Alice, Beth, Sophia e Izzy, cada uma com sua vida e seus problemas, o que elas tem em comum? A vontade de fazer a diferença e aceitam administrar a biblioteca itinerante WPA.

"- Acho que somos vítimas do nosso próprio sucesso."

Além de seus problemas pessoais, elas começaram a ter problemas com a comunidade local, buscando propagar o incentivo a leitura, algumas pessoas da localidade não verá isso com bons olhos e tentará derrubar esse projeto. Mas, como dizem: a união faz a força, é através da união dessas mulheres que lutarão pela continuidade do projeto, pela liberdade de disseminar o conhecimento.

"- Ha! Ela é que nem você. Nenhum homem diz a ela o que fazer."

Não vou detalhar a história, acredito que a evolução da leitura (para quem tem o interesse em ler) será melhor, sem que eu conte muito sobre ela. Só posso dizer que a Jojo me surpreendeu.


"... Buscar conhecimento é expandir o próprio universo."

Até então, eu só tinha lido os dois primeiros livros de "como eu era antes de você" e imaginei algo daquele tipo e não é. Mas, Suka é um romance? Sim! É um romance, mas é um romance em que a mulher tem um grande destaque na sociedade, ela trás a luta dessas cinco mulheres para que a sociedade reconheça que somos capazes. A autora trás tanto sentimento na história, que várias vezes me peguei envolvida com os personagens, sentimento de amizade, amor, em alguns pontos até raiva e tristeza pelo que acontecia.
Só posso dizer uma coisa, leiam esse livro, é maravilhoso!

Sinopse: Os sonhos de Alice Wright se transformam numa estranha realidade quando ela descobre que se casar e partir rumo aos Estados Unidos não significa exatamente o que imaginava. Não demora para a inglesa perceber que a liberdade que teria ao se afastar da família e ir morar com o marido se torna, na realidade, uma prisão - grande parte por conta de um sogro incapaz de perceber as mulheres como seres pensantes e autônomos. Um caminho para a liberdade tem como cenário o Kentucky rural pós-Depressão, mas o drama vivido por Alice e outras quatro mulheres, inconformadas com o lugar de submissão que lhes é imposto, é um problema dos dias de hoje.
Na história, a reação de Alice vem sob a forma de um projeto de biblioteca itinerante a cavalo, liderado por Margery, mulher abominável e rebelde do ponto de vista daqueles que defendem "a moral e os bons costumes", mas que logo se mostra uma amiga fiel e inspiradora.
Ao levar entretenimento e informação aos lares mais remotos, Alice e suas companheiras logo entendem que quem mais se beneficia com esse esforço são elas mesmas. O preconceito, o racismo e o obscurantismo persistente se mostram frágeis quando confrontados com o poder do conhecimento. Mas como resistir à pressão daqueles que lutam pela manutenção dos velhos costumes e preferem permanecer nas sombras? É o que esse grupo de mulheres vai descobrir, em uma história por vezes romântica, por vezes engraçada, mas que também é a obra mais política de Jojo Moyes, como ela própria afirma em entrevista à revista intrínsecos. A mais recente obra de Moyes é, a um só tempo, tanto uma ode à literatura quanto uma viagem de autoconhecimento que emancipa aqueles que a escolhem.

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