[Resenha] O Conto da Aia

9/22/2021


Livro: O Conto da Aia
Autora: Margaret Atwood
Editora: Rocco
Páginas: 384
Ano: 2021
Comprar: Físico

"O Conto da Aia" é um livro revoltante, nessa obra as mulheres perdem todos os seus direitos e são divididas entre quem pode ou não gerar filhos. A partir disso, elas perdem seus nomes, são separadas de suas famílias e se tornam Aias, seus únicos objetivos é se preparar para gerar um filho, nossa personagem terá que gerar um filho de um comandante, antes ela era casada, tinha um filha, um emprego, um vida. Agora ela vive na casa desse comandante, não pode opinar, não pode ler, escrever, nem fazer escolhas, mas isso não significa que ela esqueceu como era sua vida, como era ser livre.

"Acidentes não existem. Tudo acontece intencionalmente."

A história será narrada pelo que ela está vivendo como Aia e o passado que ela tinha e como todo essa nova organização da sociedade surgiu. 
A leitura desse livro fui fazendo em doses homeopáticas, pois é muito denso, e como resolvi lê-lo no início da pandemia, me deixei envolver com a escrita e muitas vezes me vi chorando revoltada com as situação pela qual a personagem vivenciava.

"Quando pensamos no passado são as coisas bonitas que escolhemos sempre."

Demorei semanas para saber como escrever essa resenha e ainda acho que não sei como por em palavras o que senti ao ler esse livro, fico indignada toda vez que penso nele, me ponho no lugar da personagem principal e não consigo me ver abaixando a cabeça para fazer o que ela era obrigada a fazer. Não consigo me ver perdendo minha família, me separando de tudo e de todos por conta de uma nova sociedade. 

"A liberdade, como tudo o mais, é relativa."

Acho que eu apertaria o foda-se as novas regras e morreria lutando. É meio revoltante ter sua vida modificada porque alguns acharam que a sociedade deveria mudar. É um livro que me deu raiva, insegurança e medo, porque tudo nesse mundo é possível, infelizmente. E faz com que a gente pense de fato qual o papel da mulher na sociedade e sobre a nossa luta em busca de nossos direitos. Mostra também que dá poder a pessoas com pensamentos retrógrados, misóginas e que prega a violência pode levar ao extremismo e isso é algo a ser pensando com relação a nossa sociedade atual.

Sinopse: O grande clássico distópico de Margaret Atwood chega às livrarias brasileiras agora em nova edição em capa dura, com nova diagramação e texto extra.
O romance distópico O conto da aia, de Margaret Atwood, se passa num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no Muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Para merecer esse destino, não é preciso fazer muita coisa – basta, por exemplo, cantar qualquer canção que contenha palavras proibidas pelo regime, como “liberdade”. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América.
Uma das obras mais importantes da premiada escritora canadense, conhecida por seu ativismo político, ambiental e em prol das causas femininas, O conto da aia foi escrito em 1985, mas ganhou status de oráculo após a eleição de Donald Trump nos EUA, voltando a ocupar posição de destaque nas listas dos mais vendidos em diversos países 30 anos após o seu lançamento, além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original em sua 4ª temporada), produzida pelo canal de streaming Hulu .

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